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domingo, junho 26, 2005 

Heterossexuais apoiaram marcha gay

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Mais de 400 pessoas desceram ontem a Avenida da Liberdade

Por Roberto Esteves

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi o mote da marcha 'gay'

"Estou aqui, sou heterossexual, a homofobia é uma vergonha." A frase ilustrava ontem um dos muitos cartazes reivindicativos da sexta edição da Marcha Nacional de Orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero de Lisboa, que reuniu cerca de 400 pessoas que desceram a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Este ano, a iniciativa ficou marcada pela presença de algumas personalidades heterossexuais. Entre elas, Rui Zink, Inês Pedrosa, Gabriela Moita e Augusto Seabra, que reiteraram o seu apoio à legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo - medida que já está em aprovação em Espanha e que foi o grande objectivo político da manifestação.

Sílvia "é heterossexual perfeitamente assumida", e decidiu participar na marcha por considerar que "qualquer tipo de discriminação é baseada na ignorância" e que só iniciativas como esta "alertam as pessoas para a realidade". A luta por uma "sociedade inclusiva" foi o que levou a psicóloga Gabriela Moita a juntar-se à manifestação. Quando questionada sobre a adopção de crianças por casais homossexuais, a psicóloga afirmou ao DN não encontrar "nenhum impedimento" e explicou ainda que o que a preocupa " é o bem estar das crianças".

Pela primeira vez, a iniciativa contou com o apoio de Rui Zink e Inês Pedrosa, que foram "madrinhos" da marcha. Estes consideraram que a iniciativa é uma "luta de todos os que defendem os seus direitos".

O respeito pela liberdade e pelos direitos humanos foram as grandes motivações que levaram os dois escritores a aceitar o convite. Rui Zink disse ao DN não compreender "como é que pessoas que pagam impostos, não podem ter o direito civil ao casamento". Uma opinião partilhada por Inês Pedrosa, que considera que "o reconhecimento do direito ao casamento civil e à adopção de crianças é uma questão de direitos humanos fundamental, da máxima urgência" e lamenta as "manifestações de agressão homofóbicas" que aconteceram em Viseu, "fruto de uma mentalidade hipócrita e sonsa".

O presidente da associação ILGA de Portugal - associação que organizou o evento -, Miguel Cabral Morais, alertou ontem para o facto de a discriminação com base na orientação sexual ser "expressamente proibida pela constituição portuguesa".

Europa. Mas ontem um pouco por toda a Europa, milhares de pessoas manifestaram-se contra a discriminação e lutaram por direitos iguais entre pessoas do mesmo sexo. Pelas ruas de Paris, desfilaram mais de 700 mil pessoas, em Berlim, na Alemanha, a marcha reuniu 400 mil e, em Atenas, estiveram apenas 400 pessoas.

Publicado no Diário de Notícias.

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