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domingo, junho 26, 2005 

Centenas manifestam-se contra a homofobia

Centenas de manifestantes desceram, sábado, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, entoando palavras de ordem que tinham como denominador comum a exigência do fim da homofobia e de «Todos os Direitos para todos os amores».

Embora os organizadores afirmem que o desfile integrava «milhares» de pessoas, a PSP apontava para quinhentas. Alguns manifestantes admitiam que estavam menos do que em anos anteriores.

O desfile assinalou o Dia do Orgulho Gay - tal como aconteceu hoje em várias cidades europeias - e foi promovido por diversas organizações portuguesas ligadas à luta «pelo direito à indiferença», como a ILGA, a SAFO, a Opus Gay, a Não te Prives ou a Pantera Rosa.

Alguns dos manifestantes destacavam-se pelo exotismo - mini-saias muito reduzidas, botas vermelhas com saltos desmesurados e vestidos compridos em couro, lantejoulas e plumas.

Havia também quem desfilasse com simplicidade, como uma família que empurrava tranquilamente um carrinho de bebe.

«Estou aqui. Sou hetero. A homofobia é uma vergonha», dizia um cartaz empunhado por uma jovem.

Havia outras mensagens reivindicativas como «Educação sem discriminação. Por uma educação sexual que fale de todos».

Recorrendo à música da canção infantil «Todos os Patinhos sabem bem nadar», alguns manifestantes trauteavam: «Sabemos amar/Filhos não fazemos/ Queremos adoptar».

Incentivadas pelo calor da manifestação, algumas pessoas do mesmo sexo beijavam-se e abraçavam-se em público, enquanto um manifestante dizia, conversando com outro, sobre um terceiro: «Se a mãe dele o vir na televisão, está tudo estragado!».

No início do desfile, Eduarda Ferreira, das Panteras Rosa, defendendo o fim da «discriminação, seja ela qual for», afirmava aos manifestantes: «Não aceitamos menos do que a dignidade que as nossas relações merecem».

Por seu lado, Manuel Cabral Morais do Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros), defendia: «Temos o direito de viver e temos direito a amar. Não havemos de casar todos mas temos de ter todos o direito a casar».

Pela Avenida da Liberdade abaixo, os manifestantes foram exibindo cartazes como «Homofobia aos molhos, o Estado fecha os olhos», «Cumprir a Constituição, homofobia não», «O Porto está mais forte, a ILGA chegou ao Norte».

Em Paris, Berlim e Atenas, centenas de milhar de pessoas recordaram hoje a primeira revolta homossexual, quando a polícia invadiu um bar homossexual em Greenwich Village, em Nova Iorque, a 28 de Junho de 1969, dando origem ao movimento homossexual moderno.

Notícia TSF.

Objectivo

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