« Home | Igreja aperta cerco à anulação de uniões » | Cartoon de Bandeira » | Em defesa dos 'bons costumes' » | Igreja critica política social de Madrid » | Sócrates contra posições de pároco » | Em defesa dos referendos para destituir políticos » | Perguntas para Uma Legislatura: Partidos com abert... » | Estado social e casamento 'gay' » | Governo do Canadá Quer Legalizar Casamento Homosse... » | Casamento de homossexuais » 

sexta-feira, fevereiro 11, 2005 

Associação cívica pede processo-crime contra padre de S. João de Brito

Por apelar contra o voto em partidos defensores do aborto e direitos dos homossexuais

A Associação Cívica República e Laicidade pediu hoje à Procuradoria-Geral da República que instaure um processo-crime ao padre Lereno Sebastião Dias, que numa homilia na paróquia de S. João de Brito, em Lisboa, apelou contra o voto em partidos defensores do aborto, eutanásia e direitos dos homossexuais.

Na missa de domingo de dia 6 de Fevereiro, transmitida em directo pela Antena 1, o padre Lereno defendeu que a vida humana vai da concepção à morte e referiu que a ética cristã reprova que sejam equiparadas a famílias, as uniões "de um homem com outro homem" ou "de uma mulher com outra mulher". "Aborto nunca, eutanásia nunca. Poligamia nunca, divórcio nunca", disse o sacerdote durante a missa.

As declarações do padre provocaram reacções de repúdio por parte do Bloco de Esquerda, PCP e do candidato do PS José Sócrates, que as considerou "infelizes".

Por seu turno, o gabinete do Patriarcado de Lisboa, que se escusou a comentar as declarações do padre Lereno, reafirmou a posição da igreja em relação às eleições, remetendo para um documento no qual apelam ao voto com conhecimento dos programas dos candidatos e de acordo com os princípios da doutrina social da Igreja.

Na sequência das reacções sobre o caso, a Associação Cívica República e Laicidade enviou hoje uma carta à Procuradoria-Geral da República na qual considera as declarações do pároco "uma grave prática ilícita" e "um crime público", fundamentando-se nas disposições da Lei Eleitoral da Assembleia da República.

O padre Lereno "infringiu claramente aquela norma legal, incorrendo, portanto, na prática de crime público, que, além do mais, foi ainda publicamente cometido e largamente publicitado", escreve Luís Manuel Mateus, presidente da associação, na missiva a que a Lusa teve acesso.

A mesma entidade sustenta que o prelado violou o artigo 153º da Lei Eleitoral, que prevê seis meses de prisão ou multa de 50 a 500 euros para "o ministro de qualquer culto, que abusando das suas funções ou no exercício das mesmas, se servir delas para constranger ou induzir os eleitores a votar em determinada ou determinadas listas, ou abster-se de votar nelas".

Luís Manuel Mateus insta a Procuradoria-Geral da República a averiguar a situação e fazer o apuramento do eventual ou eventuais responsáveis, de forma a que os autores "possam ser devidamente punidos nos termos da Lei".

Publicado no Público.

Objectivo

  • O objectivo deste blog é recolher toda a informação relativa ao casamento entre pessoas do mesmo sexo que vá sendo publicada nos principais meios de comunicação portugueses. E a informação publicada no estrangeiro sobre Portugal. Além de textos informativos também serão recolhidos textos de opinião positiva ao casamento homossexual. Este blog não tem qualquer finalidade comercial, no entanto se alguma entidade se sentir lesada ou não permitir a utilização de algum conteúdo constante neste sítio comunique-nos, por favor, através do nosso e-mail, que também deve ser usado para nos enviar qualquer sugestão, dúvida ou comentário. Obrigado.
Powered by Blogger
and Blogger Templates