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quarta-feira, março 10, 2004 

As Declarações de Luís Villas-Boas

Por Catarina Gomes

O Dr. Luís Villas-Boas, presidente da Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção portuguesa, afirmou no programa Prós e Contras, da RTP, de segunda-feira não ter dito ao PÚBLICO (notícia de 18/02/04) que: 1) mais vale uma criança passar toda a vida numa instituição ou em famílias de acolhimento à "infelicidade de ser educado por homossexuais"; 2) "ser lésbica não é ser mulher na plenitude natural do termo". Acrescentou que as declarações constantes da peça jornalística estariam descontextualizadas.

A redacção do artigo resultou de uma entrevista telefónica para recolher uma reacção do Dr. Villas-Boas, na sequência de uma decisão espanhola que permitia pela primeira vez a adopção de crianças por um casal de lésbicas. Por perceber que se tratavam de posições polémicas, tomei a iniciativa de ligar segunda vez para ler ao interlocutor o artigo redigido, na íntegra, no sentido de confirmar se se revia nas declarações que tinha proferido no primeiro telefonema. Neste segundo telefonema, o Dr. Villas-Boas fez esclarecimentos pontuais e, inclusivamente, suavizou algumas partes do seu discurso.

As declarações tiveram um eco e levantaram uma polémica que o interlocutor reconhecidamente não esperava e conduziram também a interpretações das suas palavras que afirma serem muito diferentes das suas intenções quando as proferiu. Qualquer discurso linguístico é sempre passível de múltiplas leituras. Mas, no que ao conteúdo explícito diz respeito, o artigo reproduz com fidelidade as declarações que me foram prestadas.

O Dr. Luís Villas Boas contesta também o facto de não ter sido referido no artigo que as suas opiniões são de alguma fora sustentadas pela lei portuguesa, que proíbe explicitamente a adopção por homossexuais. O artigo estaria descontextualizado por não referir esta interdição, que inclusivamente iniciou a nossa conversa.

Rege-se a redacção de um artigo não por critérios de sequência cronológica, mas por critérios jornalísticos que privilegiam o que é novo. O enfoque da notícia e o seu título eram as declarações, inéditas, de Villas-Boas. O esclarecimento sobre a lei vinha referido no parágrafo final do artigo escrito - que apareceu na versão digital (disponível em http//jornal.publico.pt/publico/2004/02/18/), mas teve que ser retirado da edição escrita por falta de espaço na edição, como acontece com tantos outros artigos. Mas isso em nada invalida as restantes declarações, que, repito, espelham fielmente o discurso do Dr. Villas Boas.

Publicado no Público.

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